CULTURA

Herdeiros dos extintos guerreiros Urumaris, os habitantes desta plaga possuem uma vocação extraordinária para as artes. São diversos os artistas que destacam-se através da música, escultura, arte plástica, literatura, pintura, etc. A "Terra de Jaciobá" é uma das mais bem conceituadas do Estado, em se tratando de riquezas culturais. Possui diversos folguedos, grupos folclóricos, uma lira quase centenária (Sociedade Musical Guarani), um grupo teatral amador (Opara), prédios históricos, com destaque para o velho sobrado que hospedou Sua Majestade Dom Pedro II.  Nesta terra também habita o último dos mestres de mamulengo de Alagoas, com 79 anos de idade (Mestre Cachapá). A estátua do Cristo Redentor, erguida no Morro do Cavalete, é o principal cartão de visita deixado por um de seus filhos ilustres - o prócer escultor João Lisboa. A poesia também se faz presente nesta comuna banhada pelo Velho Chico, cujas paisagens inspiram rabiscos extraídos do âmago de homens e mulheres que expressam o amor e o desejo, a dor e a saudade, o sonho e a realidade. A Biblioteca Pública Escritor Aldemar de Mendonça, considerada um mini museu, guarda um pouco do acervo cultural e da história desse povo e dessa gente hospitaleira e apta, embora inquieta e de espírito revolucionário, e que sempre está presente nos movimentos transformadores do nosso País, do nosso Estado e do nosso Município, influenciando as gerações do passado, do presente e do futuro.

A Chegança

Divertimento folclórico na região ribeirinha em que se acha situada a cidade de Pão de Açúcar. Segundo dados históricos, nasceu do romance da Nau Catarineta, de origem portuguesa e que, em sua forma dramatizada, fez parte das festas reais em Lisboa. A Chegança em Pão de Açúcar se reproduziu de ano para ano, e como tradição nas comemorações do Natal. Seus figurantes, todos do sexo masculino, apresentam-se em público envergando uniformes com as mesmas características daqueles usados pelos oficiais e marinheiros da armada. As figuras de maior destaque são: patrão (imediato) e o capitão-de-mar-e-guerra. Integram também a tripulação um padre (simbolizando o capelão da nau), o mestre-cuca (cozinheiro). Para simular o jogo da nau, navegando sobre as ondas do mar, há uma dança especial, cadenciada sob o som da batida de pandeiros, instrumentos de percussão. A história da Chegança é narrada pelos seus participantes, através de dueto, enfatizando os perigos que a tripulação da nau enfrenta até avistar terras da Espanha e areias de Portugal. A Chegança Comendador Peixoto, de Pão de Açúcar, é o único grupo folclórico dessa espécie existente no Estado de Alagoas, tendo início no começo do século.

Pastoril

É sempre apresentado no Natal , na frente da igreja e em cidades vizinhas à convites. Tem 27 componentes, 26 mulheres e apenas 1 homem ( PASTOR ). O Grupo tem aproximadamente 100 anos.

  Chaleirinha

Dança carnavalesca folclórica. Responsável D. Dadá e Beto de Meirus. Componentes: 27 (26 mulheres e 1 homem - PAI VELHO). Se apresentam sempre no carnaval no Meirus e cidades vizinhas  à convites. O bloco tem aproximadamente 100 anos.  

Artesanato

Em diversas comunidades urbanas e rurais são confeccionados outros tipos de artesanato, e suas peças são comercializadas em feiras, exposições e nas próprias residências dos artesãos. Dentre essas comunidades podemos destacar: Povoado Meirus - artesanato em palha (vassouras, abanos, cestos, balaios, esteiras); Povoado Impueiras - utiliza como matéria-prima ossos e chifres de animais que são transformados em porta-moedas, pentes, botões e outros adornos geralmente comercializados nos shoppings da capital; Rua São Francisco - através de uma associação as mulheres confeccionam toalhas, lenços, lençóis, panos de prato e até mesmo roupas, em cujos bordados destacam-se: ponto de cruz, boa noite e renda de bilro. Em diversas ruas da cidade residem exímios artesãos que sobrevivem através da fabricação de belíssimos bordados em tecido e, ainda, no aproveitamento do casco de coco para a fabricação de pequenos filtros e cinzeiros. Apesar de quase em extinção, ainda pode-se presenciar a "mulher rendeira", manuseando seus bilros transformando linha em obra de arte, em diversos pontos do Município.

Ilha do Ferro

No rio São Francisco, a 18 Km da sede do município de Pão de Açúcar, em Alagoas, está localizada a Ilha do Ferro, de paisagem belíssima e povo acolhedor. O artesanato é a principal atividade econômica, especialmente o bordado "Boa Noite", trabalho exercido predominantemente pelas mulheres e único no Brasil. Também significativo é o artesanato feito em madeira, feito pelos homens, com três tipos de expressão muito tradicionais: a produção de objetos cujo entalhe incorpora as formas das raízes da matéria-prima; a representação de pássaros da região e as miniaturas de embarcações.
Através do PRONAGER - Programa Nacional de Geração de Emprego e Renda, e do Programa Comunidade Solidária, foi organizada a Cooperativa dos Artesãos da Ilha do Ferro - ART-ILHA. Além da recuperação e valorização do artesanato, percebe-se que as ações na Ilha do Ferro transformaram a relação dos moradores com o meio ambiente, desenvolveram a auto-estima da comunidade e construíram as bases para a auto-sustentabilidade econômica da população. Hoje a produção artesanal da Art-Ilha é conhecida internacionalmente, pois além de já ter sido comercializada em Córdoba, na Argentina, suas peças são adquiridas por estrangeiros que visitam o Povoado ou até mesmo participam de feiras como ARTNOR e outras realizadas por este Brasil afora. As peças artesanais confeccionadas na Art-Ilha são comercializadas com etiquetas bilíngües. Sobre o Povoado, alguns estudiosos afirmam ser os primeiros moradores descendentes de espanhóis. Esse povo de tez branca, cabelos loiros, olhos azuis e de voz cantarolante possui sobrenomes Sandes, Dias, Lima e Lessa, e confecciona um tipo de artesanato inédito no Brasil (o boa noite), embora já tenha sido visto em terras espanholas.

CULTO AFRO

Maria de Lourdes Neri da Fonseca, 66 anos, nasceu em Pão de Açúcar, onde ainda reside. Comanda o Centro Espírita   Berenice, cabloco Oxóssi caçador, há 45 anos começou o trabalho. Teve terreiros em Feira Nova - Alagoas; em Rio Grande-São Paulo; em Propriá-Sergipe; Penedo-Alagoas e Pão de Açúcar. A Mãe de Santo foi a velha Nanô, a dona Marieta o conheceu em Aracaju no Bairro América e nada mais sabe informar sobre o mesmo.

Na linha de trabalho são invocados os seguintes ORIXÁS:

- O dono da Casa: OGUM , Beira Mar

- O Orixá de frente: OXOSSE, o caçador;

- Zé Pelintra;

- Cabocla Iracema

- Cabocla India.

 

BANDA DE PAGODE

 

NOME: Bate-Papo, ano da Fundação 30-04-1999

FUNDADOR DA BANDA:  A iniciativa partiu do grupo PNP ( Túlio, Júnior, Cesinha ).

COMPONENTES: 14 músicos

APRESENTAÇÃO: Em todo Estado, bem como, Pernambuco, Sergipe.

ESTILO DE MÚSICA: Pagado Baiano e Romântico; compõem suas próprias músicas

EM QUAIS EVENTOS SE APRESENTAM:  Aberturas de Shows ( como Mastruz com Leite, Kaviar com Rapadura, Baby Som entre outro ). Bailes e festas em geral. Faixa Etária: de 16 a 25 anos. Pretendem fazer turnês, a comneçar no próximo mês de novembro/2000.

INOFORMANTE: Milton Lopes de Oliveira Júnior.

 

 

O MAESTRO PETRÚCIO RAMOS

 

PETRÚCIO RAMOS DE SOUZA – Natural de Pão de Açúcar – Alagoas, iniciou-se em música com Manoel Vitorino Filho, o mestre Nozinho, estudando Teoria Musical e vários instrumentos. Foi músico durante 20 anos da Banda da Base Aérea de Salvador, tornando-se seu maestro por mais de 10 anos. Estudou na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, onde graduou-se em trompete. Nesse período, participou de cursos suplementares de composição, Regência e Canto Coral com os professores Lindenbergue Cardoso e Hamilton Lima, integrando várias montagens de música contemporânea. Na música popular a bastante tempo é o parceiro ideal de Ivanildo Sax de Ouro. Atualmente o maestro dirige sua própria Orquestra de Baile e a Banda de Música “GUARANI” de sua cidade natal.

 

 

A ORQUESTRA DE BAILE DA BAHIA

 

Essa Orquestra existia como “Banda Bacana dos Irmãos Ramos”, que reunia seis irmãos para tocar o carnaval em Alagoas. Em 93, não podemos contar com todos e  tocamos o carnaval do Clube Fantoches como, apenas, “ORQUESTRA DE BAILE” . Os Grupos da Maior Idade, Renascer e Integração, diziam: A ORQUESTRA DE BAILE” é da Bahia, é nossa, é do povo, é de quem gosta de ser feliz, é de quem gosta de dança de salão; é um patrimônio do Estado como o elevador Lacerda, Pelourinho, Cantina de Lua, Clube Comercial, Fantoches, Farol da Barra, o Samba e o Carnaval...

Por tudo isso, a orquestra passou a se responsabilizar pelos  eventos de tal maneira que faz, em média, 16 à  20 bailes por mês. O repertório ficar a cargo do contratante e a dança de salão, não é um acontecimento comum, desses que se misturam na noite: é sim um grande acontecimento de dança brasileira.

 

 

BANDA MUSICAL

 

INFORMANTE: Petrúcio Ramos de Souza

Maestro da Sociedade Músical “GUARANI”, 54 anos – 27/09/1946.

Nascido na cidade de Pão de Açúcar – (AL), filho de Sr. Luiz José de Souza e Izaura Ramos dos Santos. Viveu na cidade natal até o ano de 1964, mudando para Salvador onde seu pai foi exercer a profissão de músico.

30 componentes Faixa Etária de 08 a 60 anos.

Ano de fundação: 1918 – fundador da Banda Maestro Manoel Vitorino Filho ( Mestre Nozinho ).

APRESETAÇÕES: Datas Comemorativas, Cívicas, Religiosas e Sociais, viajam sempre com os mesmas finalidades.

LOCAL DE APRESENTAÇÃO:  Coreto, Praça Pública, Clubes e Auditórios.

ESTILO:  Jazz Banda

 

Cinema em Pão de Açúcar 

 

Está desativado a aproximadamente 10 anos, todo maquinário está em perfeita ordem. Neste mesmo prédio funcionou um Teatro e uma casa de Show, onde se apresentou: José Augusto, Jane e Erondi.

A sua pintura foi feita pelo artista João Lisboa. Este prédio funcionou o Cine Palace cujo o proprietário foi o Sr. Jurandi Gomes; Cine Globo de propriedade de um cidadão de Palmeira dos Indios e até ser desativado foi de propriedade do Sr. Erasmo Rodrigues.

 

 

LENDA DE MEIRUS

 

A Igreja do Meirus é de 1714, quem fez a Igreja  foram o Frei José e o Frei Cassiano que eram italianos. A imagem de Nossa Senhora da Luz é de origem italiana e continua lá até hoje, ela é de madeira e revestida de ouro.

O sino da Igreja foi quebrado por Lampião com o Fisul no dia 10 de janeiro de 1927, este sino se encontra hoje no Museu de Palmeira dos Indios levado por Dom Otávio.

A primeira professora do povoado foi Ana Tereza de Jesus e em sua homenagem a Unidade Municipal de Ensino tem o seu nome.

 

ARTESANATO: Em Bordado de Mão, Boa Noite, Labirinto e Ponto de Cruz.

 

 

PÃO DE AÇÚCAR

 

Potencialidades Turísticas

O município de Pão de Açúcar se caracteriza pela sua semelhança com a cidade do Rio de Janeiro. Destacam-se as praias do Abaiti, das Mangueiras, Central e do Limoeiro; Ilha do Ferro e a Serra Grande. Possui fazendas modelo, sobrados coloniais e uma réplica do monumento Cristo Redentor.

 

Equipamento e Serviços Turísticos

Ø       Hóteis e pousadas

Ø       Bares, restaurantes, lanchonetes e sorveterias

Ø       Locadoras de embarcações fluviais

 

Área destinada para Investimentos / Incentivos Fiscais e Financeiros

O município dispõe de Leis de Incentivos fiscais para a instalação de equipamentos industriais e turísticos. Potencialidade para instalação de hotel-fazenda. Omunicípio é considerado de Interesse turístico pela EMBRATUR.

 

Principais Atrativos

Ø       Sobrado que hospedou D. Pedro II – O prédio foi testemunha dos primeiros passos da florescente Vila Pão de Açúcar. O sobrado foi palco de muitos acontecimentos históricos, sendo o mais importante, o pernoite do Imperador D. Pedro II, em 1859, quando de sua viagem à cachoeira de Paulo Afonso. Durante muito tempo o prédio funcionou como hotel. Tombado pelo patrimônio Histórico, atualmente há um projeto para recuperá-lo e transformá-lo em Casa da Cultura.

Ø       Monomento Cristo Redentor – O monumento Cristo Redentor, é sem dúvida, o principal ponto de visitação do município. Localizado no topo do morro do Cavalete, proporciona uma bela vista do “Velho Chico” e da cidade de Pão de Açúcar. A estátua foi erguida em 1950 pelas mãos do artista João Lisboa. Construída em cimento armado mede 12,8 metros de altura e pesa cerca de 40 toneladas. É conhecido por traduzir a fé católica do povo de Pão de Açúcar. Para se chegar ao monumento, caminha-se por um trecho pavimentado em paralelepípedo, em aclive e depois sobe-se os 70 ( setenta ) degraus de escadaria que conduz ao topo do morro. No atrativo há um parapeito metálico que dá maior segurança ao visitante, assim como uma praça com bancos de alvenaria. A área do monumento encontra-se em bom estado de conservação. Os holofotes e postes iluminados transforma o monumento em uma bela vista noturna. No percurso de subida ao morro, há um restaurante que serve saborosos pratos típicos, à base de peixes e pitús. Do alto o visitante pode avistar a Ilha do Ferro, outra importante parada para aqueles que valorizam o espetáculo que a natureza oferece na região.

Ø       Fazenda Pau Ferro – A fazenda localiza-se proximo à planície fluvial, à esquerda do Rio São Francisco. No seu entorno encontra-se morros, várias formações rochosas, vegetação de caatinga, além de uma vista privilegiado do Monumento do Cristo Redentor. A fazenda possui 128 hectares e desenvolve as atividades de fruticultura, piscicultura, criação de gados e suínos. A casa tem construção em estilo rústico, belos jardins e frondosas mangueiras. A proprietária pretende implantar um hotel-fazenda. A visitação turística é permitida.

Ø       Biblioteca Publica Professor Ademar de Mendonça – O acervo compõem-se de 1.200 livros. Destauqe para os temas científico, ficção e educativo. Funciona para pesquisa nos horários de 08:00h às 12:00h, 14:00h  às  17:00 h e das 18:00 h às  21:00 h. A comunidade tem acesso aos livros de pesquisas e ao mini-museu, onde estão expostos fósseis de animais pré-históricos encontrados na região e instrumentos do período neolítico. Possui ainda uma galeria de escritores da terra.

Ø       Igreja do Bonfim – A igreja é centenária. A fachada tem 8 metros de largura e a torre centralizada, demarcando a porta de entrada. A platibanda é trabalhada com adornos de massa. Nas paredes laterais, as janelas de madeiras apresentam bandeiras em arco pleno, com acabamento em ferro e vidro. As imagens encontradas na Igreja são de Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Vitória, Nossa Senhora de Fátima e Cristo Crucificado, todas em gesso. As missas acontecem as Quartas-feiras às 19:00.

Ø       Igreja de Jesus e Maria José – Parte da construção composta de torre a direita e nave, data de mais de 300 anos. A segunda torre foi construída em 1941. A construção tem cerca de 500 m2  . O Altar mor traz, num plano mais elevado, as imagens de São José, Maria e Menino Jesus, em gesso. As imagens, em madeira, do Coração de Jesus, de São Sebastião e Santo Antônio são as mais antigas. No conjunto das imagens destacam-se a de São José, Maria e Menino Jesus, em estilo barroco, com as vestes bem trabalhadas e pintadas em dourado, datando de cerca de 300 anos.

Ø       Prainha Central – Está localizada próximo ao centro da cidade. Possui embarcações para lugar, barracas, barzinhos e guias mirins. A vegetação é formada por coqueiros e herbáceas rasteiras. Sua extensão é de 4 Km, com 62 metros de largura. Morfologia plana, com areia de granulometria fina e média , de cor creme, originada de acumulações de sedimentos transportados pelo Rio São Francisco. Apresenta-se sob forma de um imenso cordão arenoso. É própria para banho, com profundidade que varia de 1,5 m a 3 m . A ancoragem é realizada de forma natural. Recentemente foram plantadas mudas de coqueiros, deixando a praia mais arborizada e mais bonita. O local faz parte do cartão postal da cidade. A prática de pesca é frequente, principalmente de setembro a março.

Ø       Praia do Limoeiro – Está localizada em frente ao povoado do mesmo nome, um dos mais antigos municípios de Pão de Açúcar. Saindo da Praia Central, de lancha, leva-se 25 minutos para se chegar à Praia do Limoeiro que é coberta por vegetação herbácea arbustiva, numa extensão de aproximadamente 5 Km, com profundidade de 1  a  6  metros. Sua formação é de bando de areia, originado de acumulação de sedimentos transportados pelo Rio São Francisco. É local de grande beleza. A areia é fina de cor creme e as águas são cristalinas. Sua morfologia é suavemente plana. A ancoragem é realizada de forma natural, por embarcações de pequeno e médio portes. Atualmente a praia está preservada, sendo pouco frequentada por está distante da cidade.

Ø       Praia do Abaiti – Está localizada a 15 minutos, de barco, saindo de Pão de Açúcar. No seu entorno há vários morros com aproximadamente 100 metros de altitude, com uma cobertura vegetal de caatinga. A praia tem uma extensão de 4 Km e profundidade de 1 a 2 metros. Sua morfologia apresenta relevo suavemente ondulado, com areia de granulometria fina de cor creme. Sã acumulações arenosas de formações recentes, sedimentos trazidos pelo Rio São Francisco e depositadas na margem esquerda do seu leito, dano origem à praia. A ancoragem é realizada de forma natural por embarcações de pequeno e médio portes. Durante o percurso, a cidade de Pão de Açúcar é outro atrativo, com suas Igrejas e casario antigo, alem da beleza natural do Rio São Francisco. Atualmente, a Praia do Abaiti é pouco frequentada.

Ø       Praia das Mangueiras – O atrativo localiza-se a 2 Km do centro da cidade. No seu entorno a cobertura vegetal é de árvores frutíferas como a mangueira, que originou o nome de “Praia das Mangueiras”. Está localizada próximo ao sopé do Morro do Cavalete. Sua extensão é de aproximadamente 500 m, e largura de 21 metros, com areia fina de cor creme. A água é azul e cristalina. Seu relevo é suavemente ondulado. O local é próprio para o banho, com profundidade que varia de 2  a  10 metros. O Morro do Cristo ou do Cavalete é um afloramento rochoso de aproximadamente 80 metros de altitude, com camadas rochosas de  20 m. Serve de trampolim para os banhistas que frequentam a praia. A Praia das Mangueiras é um dos mais belos de Pão de Açúcar. No período de março a setembro pratica-se a pesca.

Ø       Igreja de Nossa Senhora da Luz – A construção data de 1714. A técnica construtiva é em alvenaria de pedras, com cerca de 80 cm de espessura. As pedras eram aparentes até receber um revestimento da base até uma altura de aproximadamente 1,20 cm de altura. O Altar é em madeira e o santuário-mor, construído em alvenaria, possui 3 ninchos que abrigam as imagens ( em madeira ) de Nossa Senhora da Luz, no centro, à esquerda o Sagrado Coração de Jesus e à direita São José, ambas em gesso. “Faz parte da história da Igreja a passagem do cangaceiro Lampião que, irritado com alguns moradores do povoado, disparou tiros de revólver no sino de bronze da capela”. O sino encontra-se no museu da cidade de Palmeira dos Indios. As missas são celebradas na primeira Sexta-feira de cada mês, às 8:00 horas.

Ø       Igreja do Sagrado Coração de Jesus – Construída em 1853, nela o Bispo de Alagoas, Dom Antônio Brandão, celebrou sua primeira missa. A área construída é de 708 m2 . A fachada de principal apresenta cinco portas de madeira em arco abatido. No frontão está a imagem do Coração de Jesus, em alto relevo,  pintado em vermelho. No hall de entrada, sob o coro, há uma antiga pia batismal, e no lado direito uma pintura que retrata Jesus com as crianças. O forro de madeira, possui belíssima pintura e no centro da nave uma imagem de Jesus Crucificado. Os altares das laterais das naves são decorados com detalhes pintados em dourado. Nestes altares destacam-se as imagens de Regina Coelli, Jesus Cristo Glorioso e de Nossa Senhora das Vitórias, em madeira. O Altar-mor traz as imagens do Sagrado Coração de Jesus e de São José e de São José. As colunas laterais da nave são pintadas com a técnica da marmorização. As missas são celebradas diariamente.

Ø       Serra dos Meirus ou da Pedra do Navio – A Pedra do Navio dista 3 km do povoado Meirus. Possui altitude de 509 m com temperatura amena em pleno semi-árido. De lá observa-se as cidade de Pão de Açúcar e São José da Tapera, os povoados de Lagoa de Pedra e Meirus e várias serras fazem parte do relevo da região. No topo da serra a vegetação é densa, com árvores de aproximadamente de 8  a  10 metros. Durante o passeio, o povoado de Meirus é outro atrativo que localiza-se a 3 km do sopé da Serra. É possível observar a Igreja de Nossa Senhora da Luz, construída de 1714 e encontrar artesanato em palha feito pela comunidade local. Encontra-se bem preservada e vem sendo objeto de várias pesquisas devido às inscrições rupestres que existem na rochas.

Ø       Ilha do Ferro – Localizada no Rio São Francisco, na linha imaginária que divide os Estados de Alagoas e Sergipe, pertecente ao município de Pão de Açúcar. Na margem esquerda está o povoado de Ilha do Ferro, com seus bares e artesanato em renda, ponto de cruz e escultura feitas em madeiras. Sua extensão é de aproximadamente 6 km e se apresenta de forma ondulada, com afloramentos rochosos. As praias da Ilha são propícias a banhos, com profundidade variando de 1  a  8  metros. O local é favorável a pesca esportiva. Sua cobertura vegetal é de caatinga arbórea, com árvores frutíferas como a mangueira e o cajueiro. A ancoragem é natural para embarcação de pequeno e médio portes.

 

Outros Locais de Interesse

·         Praça da Av. Braulio Cavalcante

·         Praça Ascânio Correia

 

Artesanato

·         Madeira

·         Coco

·         Couro

·         Arame

·         Bordados

·         Palhas

·         Linhas

·         Tecidos em linho

·         Renda de Bilro

 

Folclore

·         Pastoril

·         Blocos carnavalescos

·         Boi fubá

·         Os cangaceiros

·         Chegança

·         Reisado

·         Coco de Roda

·         Quadrilha

 

Gastronomia

·         Pituzada

·         Peixe frito

·         Peixada

·         Baião de dois

·         Galinha ao molho pardo

·         Bode assado e guisado

 

Festas Populares

·         Carnaval

·         Sagrado Coração de Jesus

·         Festa Bom Jesus dos Navegantes

·         Festa de Maria

·         Festa Garota Paraíso da Água Doce

·         Festa de Nossa Senhora da Luz

·         Festa de São Francisco

·         Festa de Jesus, Maria e José

·         Festas de Santo Antônio, São João e São Pedro

 

 

Informações Sobre o Município

Prefeitura: Av. Braulio Cavalcante, nº 493 – Centro

Cep. : 57400.000 – Fone: (082)624-1130 – Fax (082)624-1263

Prefeito: Jorge Silva Dantas – Mandato: 1997  a   2000 -  2001  a  2004

Órgão Municipal de Turísmo: Coordenadoria de Turísmo e Comunicação Social

Coordenador:   Helio Silva Fialho

Rodovias de Acesso: BR-101/AL; sul/AL-130; ( pavimentadas em regular estado de conservação )

Distância da Capital: 239 km

Área: 661,8 km2

Altitude: 30 m

População: 23.386 habitantes – Censo: 1996

Temperatura Média Anual: 25º C

Meses de maior incidências de chuvas: Março a Julho

Principais atividades econômicas: Agricultura, Pecuária Mista, Pesca Artesanal

 

MARCIA TELMA - SUA VIDA, SUA ARTE

  Márcia Telma Ribeiro Gomes, nasceu em Pão de Açúcar, no dia 10 de julho de 1950, às 08:00 horas de uma Segunda-feira, dia da feira-semanal da cidade, e por conseguinte, agitado e caótico, fato este que considera de relevante influência na sua vida. É filha de Jurandir Gomes da Silva e Maria Mercedes Ribeiro Gomes. Dos seus pais adquiriu o gosto pelo mundo encantado da literatura, das artes e da poesia, que a incentivavam a ler, a ouvir músicas a admirar as mais belas expressões da arte. Das inúmeras viagens de seu pai chegavam os livros; clássicos da literatura, que com a sua mãe lia, e relia com prazer. De sua mãe, penedense nata, herdou o amor pela poesia, música e folclore pois esta, além de poetisa é pianista.

  Escrever é como se fosse uma doença incurável. Há épocas em que permanece estagnada, hibernando; outras tudo reflui com rapidez, consumido todas as suas horas. A noite, em silêncio, quando todos dormem, caminhar pelas ruas ensolaradas da sua cidade branca é maior fonte de inspiração. Formou-se em Direito pelas Faculdade de Ciências Jurídicas de Alagoas, hoje UFAL e foi durante este período que surgiram o que considera de melhor em sua poesia. Sua frase preferida é : “ Podemos sempre recomeçar”. E sua vida é sempre um recomeço. Irriquieta, indagadora, busca ir muito longe com sua intuição criadora, gerando novas idéias, novas buscas e anseios que se defrontam com o amor. Daí a angústia, a busca, o despojamento da palavra e do símbolo poético. A sua obra é fruto de longos anos de reflexão e intuição crítica criadora. È evasão e ascensão ao mesmo tempo; a atmosfera geral é de elevação e fuga das feias cosias destes mundo: a fome, a doença, a desilusão, o desamor e a morte.

As fontes de inspiração poética de Márcia Telma são amplas e diversificadas, que tem consciência das forças das belas imagens. De inicio a natureza e o mundo mágico dos adolescentes que se descobrem apaixonados. Elas estão vinculadas às pessoas, as plantas e aos objetos. Falam aos sentidos, mas atingem o espírito. São suas circunstâncias, seu prolongamento no tempo e no espaço. As belas imagens das coisas e dos objetos nos poemas de Márcia Telma acompanham o homem na sua fantasia e realidade. Os objetos passam diante da poetisa e evocam sentimentos e qualidades. Em “convite” verifica-se a fusão da realidade com a fantasia. Um passeio em plena madrugada pela cidade adormecida na qual tudo é mais bonito através das lente coloridas do entusiasmo e da paixão.

Depois há o encontro com o real, em que a mente fica confusa e perplexa diante de tantos contrates, falsidades, e maldades. Em “Vendem-se uma casa”, há a imitação, o bloqueio, a insegurança e o desamor.

Muitas são as fases na vida artística-poética de Márcia Telma: como cronista escreveu para “ O JORNAL “ onde retratou a solidão dos que vivem nas grandes cidades, alem de criticar a maneira como votam os nossos eleitores. Está escrevendo um livro “tempo de sombra” e sonha terminá-lo para sentir-se plenamente realizada, uma vez que, para alcançar a sua realização precisa fazer três coisas: Plantar uma árvore, Ter um filho e escrever um livro.

© 2007